sábado, 5 de julho de 2008

PONTE DE VERSOS e LIVRARIA DACONDE

convidam para o lançamento de

MARCO POLO & A PRINCESA AZUL
de Thereza Christina Rocque da Motta


Prefácio de Afonso Henriques Neto


Segunda-feira, 14/07/2008


a partir das 20h30

com leituras de poemas

por poetas e artistas convidados

entre eles


Pedro Lage
Cristina Terra
Regina Vieira
Armando Carvalho,
Tavinho Paes
Adriana Monteiro de Barros

Igor CotrimNathalie Bernier
João José de Melo Franco

Juliana Hollanda
Marcia Wanderley Cavendish


14
Uma viagem sem volta. Sigo uma única vez. Deixo o que vejo para sempre. Deixo-me ir como águas que nunca retornam, dias que passam em branco, folhas que morrem sobre a terra e nunca vêem o fruto. Assim viajo contigo.

18
Sigo entre ilhas nebulosas, mares cheios de peixes, sob tormentas e sol a pino, sigo, para que minha vida se abra, eu conheça outras tardes, paisagens se mostrem por inteiro. Sigo meu desejo e meu coração, a vida nova e inesperada, descortinando-se, além.

19
Estarás comigo mesmo depois de partir. Guardarei teus olhos, a voz de tua boca e teus sussurros. Coloca-me junto à tua alma e deixa-me guardar teus tesouros. Estou aqui agora e aqui estarei para sempre. A ti devo minha vida.


Em dezembro de 2000, ocorreu-me a pergunta: quantas mulheres são necessárias para se fazer um grande homem? Mentalmente listei os nomes da História que admiro e imaginei as mulheres que os alimentaram, cuidaram de seus filhos, esperando-os voltar. Nas biografias, elas não existem, ou se conhecemos seus nomes, desconhecemos o quanto sofreram e choraram por eles, e muito menos o que disseram. O nome de Marco Polo surgiu primeiro, seguido de Leonardo, Dante e Shakespeare. Pus-me a estudar a vida de Marco e, por sorte, meses depois, foi publicado, na National Geographic, um artigo sobre o famoso explorador, precipitando o primeiro poema, escrito no meio da rua. Marco iniciou a viagem, com seu pai e tio, aos 17 anos. Eu não o imaginava tão jovem seguindo aos confins da Terra. Em seu livro, ele descreve as mulheres que viu, “as mais lindas do mundo”. Minha tese era correta: houve influência de inúmeras mulheres, porém a mais importante surgiu antes de deixar a China, a princesa Kokejin, de 17 anos, que teria de levar à Pérsia para se casar. Para Marco Polo, ela foi o motivo do retorno, o salvo-conduto, a permissão para regressar ao Ocidente, sem a qual jamais teria voltado para contar sua história. O Livro do Milhão de Maravilhas do Mundo só seria escrito após o regresso a Veneza, durante os dois anos em que ficou preso em Gênova, devido à guerra entre essas duas cidades. Mesmo desacreditado por conta dos exageros de seus relatos, Marco nunca se esqueceu da princesa. Todas as personagens, reais ou imaginárias, são aqui retratadas através do sentimento que nutriam pelo grande homem que a história conheceu, e que determinou o futuro de outros, como Colombo (que levou o livro de Marco Polo através do Atlântico, em busca dos telhados dourados do palácio de Kublai Khan). Marco Polo casou-se em Veneza em 1300 com Donata e teve três filhas: Fantina, Bellela e Moretta. Morreu em 1324, aos 69 anos.

Livraria DaCondeRua Conde de Bernadotte, 26 lj. 125 Lounge
- Leblon - Rio de Janeiro - RJ

Traga seu poema para a sobremesa.




Thereza Christina Rocque da Motta, nascida em São Paulo, em 1957, é poeta, advogada, editora e tradutora. Trabalhou como chefe de pesquisa da primeira edição brasileira do Guinness – O Livro dos Recordes, publicado pela Editora Três, em 1992. Publicou Relógio de Sol (1980), Papel Arroz (1981), Joio & trigo (1982, 1983, 2004), Areal (1995), Sabbath (1998), Alba (2001), Chiaroscuro – Poems in the dark (2002), Lilacs/Lilases (2003), Rios (2003) e o pôster-poema “Décima lua” (1983). Traduziu romances de Thomas H. Cook e Sue Monk Kidd, crônicas de Charles Dickens e Oscar Wilde, e também poemas de Anne Morrow Lindbergh (O Unicórnio e outros poemas, Ibis Libris, a sair), Sylvia Plath, Byron, Shelley, Keats, Yeats e Shakespeare (44 Sonetos escolhidos, Ibis Libris, 2006), livros de não-ficção de John Grogan (Marley & Eu), de Greg Mortenson e David O. Relin (A terceira xícara de chá) e juvenil de Nina Bernstein (Um livro mágico). Entre seus livros de poemas inéditos estão Odysseus & O Livro de Pandora, Let’s, Shell to the Sea, Havê-la enquanto se vive (antologia de dez livros inéditos, entre eles, Estio, Amor e Asa, Folias, Pares, Lazuli, Baixo relevo, O viajante), Shakespearianas e Colombo & Isabel. Vive no Rio, onde participa de leituras de poemas em livrarias, teatros e cafés. Organiza a Ponte de Versos desde setembro de 2000. Participou do 2º Encontro Internacional de Escritoras, em Rosário, Argentina, em agosto de 2000 e, por três vezes, da Conferência sobre Assuntos Mundiais, na Universidade do Colorado, em Boulder, CO, EUA, em abril de 2002, 2003 e 2005. Faz parte da Rebra (Rede de Escritoras Brasileiras – www.rebra.org) desde 1999 e da Libre (Liga Brasileira de Editoras – www.libre.org.br), desde 2002. Fundou a Ibis Libris em 2000.





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